Eliza Guerra

  • Psicóloga (CRP 06/106705), formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

  • Atua na área clínica atendendo adolescentes, adultos e casais.

  • Abordagem em Psicoterapia Fenomenológica Existencial.

  • Possui formação em Health & Wellness Coaching pela Carevolution e Consultoria de Imagem pela Ecole Superieure de Relooking.

  • Idealizadora e Professora nos cursos de Psicologia da Autoimagem e Metamorfose na Ecole Superieure de Relooking

Autoimagem 

Autoimagem é a imagem que temos sobre nós mesmos. Ela se desenvolve a partir das nossas primeiras relações e reações que os adultos transferem a nós sobre os nossos comportamentos e modos de ser na infância. Isso acontece porque a criança ainda não possui desenvolvida a capacidade de autoavaliação, precisando dos adultos para se compreender. De acordo com essas experiências vai construindo um quadro mental a respeito de si mesma, delimitado por uma imagem positiva ou negativa.

Estabelece um autoconceito a respeito de suas capacidades, personalidade e aptidões; sendo natural que de acordo com essa visão recorra ao que julga adequado a essa imagem, descartando tudo o que estiver inadequado. Portanto a autoimagem acaba sendo fator determinante aos nossos comportamentos e escolhas.

A autoimagem também pode ser compreendida a partir do nosso “eu real” e “eu ideal”. O eu real são as nossas capacidades e potenciais. E o eu ideal é aquele que gostaríamos de ser, sendo  definido em torno dos valores que internalizamos, das pessoas que admiramos e dos atributos que almejamos. Nem sempre conseguimos ter clareza a respeito de nós mesmos e acabamos negligenciando nossas falhas e incapacidades ou idealizando em torno de expectativas, paralisando nosso processo de desenvolvimento e engessando a nossa imagem, seja em torno do que acreditamos ser ou do que achamos que o outro espera de nós. Quando possuímos uma visão clara a respeito dos nossos atributos, de acordo com o que de fato experienciamos e nos desenvolvemos buscando o que gostaríamos de ser, conseguimos equilibrar esses dois conceitos de eu e desenvolver a nossa imagem de maneira autêntica.

O processo de aceitação de si, enquanto um ser com falhas e  imperfeições, além da percepção do que gostaríamos de desenvolver possibilita a flexibilização desta imagem, o desenvolvimento de um novo projeto de vida, com novas escolhas , maior autoestima e uma imagem fortalecida.

Autoestima

Sendo a autoimagem a forma como nos vemos, a autoestima acaba sendo um resultado desta relação que temos com nós mesmos, incluindo a maneira que nos avaliamos e nos julgamos de maneira positiva e satisfatória. Isso acaba sendo importante em diversos aspectos ao determinar a relação que temos com o nosso corpo, a partir da nossa imagem corporal, a segurança que teremos nas nossas relações e projetos e a crença ou a compreensão de que apesar de nossas falhas e dificuldades seremos bons o bastante para conquistar nossos objetivos e vivenciar a vida da maneira que almejamos. Ter uma imagem de si positiva e boa autoestima acaba sendo o cerne de todo o nosso desenvolvimento , influenciando até mesmo a forma como nos vemos no espelho, ao considerarmos a nossa aparência bela ou não.

Você já reparou que algumas pessoas mesmo não estando dentro dos padrões estéticos ou do que a maioria da sociedade julga como correto acabam se sentindo muito bem com elas mesmas, tendo um estilo pessoal e aparência que as valoriza? E que essas pessoas acabam sendo pessoas interessantes, bonitas e atraentes? Essas pessoas transmitem ao mundo o que elas são, porque no fundo possuem uma imagem de si mesmas positiva, sentem-se bem em sua própria pele e não dependem da aprovação do outro. Isso é algo que transparece em seu modo de ser, interferindo positivamente não apenas no campo estético, mas em todos os campos de sua vida.

Você já refletiu sobre a forma como você se vê?

Já pensou se possui uma visão de si positiva? ou se acaba se criticando, cobrando e buscando o perfeccionismo? ou busca ser alguém que no fundo você não é?

Essa é uma reflexão importante!

Veja o texto '10 aspectos que sinalizam a baixa autoestima' clicando aqui

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METAMORFOSE

Ao longo da vida nos transformamos e passamos por momentos diversos. E em cada fase vivenciamos mudanças biológicas, internas e externas na relação com o outro; sendo que dentro de cada etapa algo é esperado de nós de acordo com o nosso desenvolvimento e amadurecimento. Desta forma nos preparamos para o fim da vida e de nossa trajetória, onde saber envelhecer e respeitar cada fase é condição primordial para o encontro com nossa essência. Cada mudança movimenta a forma como nos vemos, possibilitando a reconstrução da autoimagem e o desenvolvimento do ser.

PSICOLOGIA DA AUTOIMAGEM

A relação com a autoimagem hoje pode ser grande fonte de insatisfação. O mesmo ocorre com o corpo quando para atingir padrões estéticos e estereótipos abrimos mão de nossa identidade. Fazemos parte da cultura da imagem, porém os índices de obesidade, transtornos alimentares e dismórfico se tornam cada vez mais recorrentes. Quanto menos conectados com nossos desejos, mais estaremos à merce do que é oferecido socialmente, em um processo de adoecimento e dependência.

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